Crítica

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  C R Í T I C A


            Tradicionalmente, tem-se afirmado que o homem  é um animal racional. Com  essa afirmação pretende-se dizer que ele não é apenas inteligente, mas possui alguma capacidade que o torna diferente dos outros animais, revelada em atos inteligente, mas  com uma dimensão muito peculiar.
            Ser racional significa, em princípio, ser dotado de razão ou  ter possibilidade de raciocinar, inferindo, concluindo, analisando, sintetizando, demonstrando e projetando o pensamento . Acima de tudo, raciocinar é ser capaz de criticar.
            Criticar não é sinônimo de “pichar”, “difamar”  ou    “denegrir”, criticar é, antes de tudo, a mais nobre prova de racionalidade e implica analisar aspectos positivos e negativos de uma coisa, idéia ou situação, avaliar esses aspectos e sobre eles emitir um julgamento. Em síntese, criticar é julgar e o próprio ato de julgar  induz a uma tomada de decisão diante de uma situação idéia ou coisa.
            Assim, a crítica desponta como uma atividade intelectual  indispensável  à  vida humana , porque a cada hora todo homem é chamado a decidir e tomar posição.
            Evidentemente, quando se fala de crítica, como atividade racional, não é possível  entende-la  como “destrutiva”  ou “construtiva”, pois toda ela se constitui como a desnudação de algo  para, deixando de lado a simples aparência, penetrar  nos aspectos essenciais de uma situação, idéia ou coisa.
            De fato, o ser humano, sobretudo adulto, deve aprender a criticar e receber crítica, as duas coisas são como faces  de uma mesma moeda: uma não existe sem a outra. Receber e oferecer crítica  se constituem, pois, como o mais pleno exercício da racionalidade e o não realizar  esse exercício  já implica “abrir mão”, mesmo que temporariamente, da capacidade de ser racional.
           Algumas  pessoas, por falta de aprendizagem, omitem-se em relação a crítica e admitem  que ela represente um prejuizo ou um desvalor. É claro essas pessoas ainda não atingiram á maturidade e, por isso, não são capazes de realizar o mais fácil,  que é a auto crítica.
          A auto crítica é o primeiro  estágio de atividade intelectual  de criticar e aqueles que não ultrapassam esse primeiro estágio  necessitam  ser apoiados, para aprender a exercer a plena racionalidade.


Centro Educacional 9 – Ceilândia DF
Sociologia
Prof: Oswaldo



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